<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8448719500658763468</id><updated>2012-01-12T12:20:32.230-08:00</updated><title type='text'>.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://anapimentel-pintora-porfirio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8448719500658763468/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anapimentel-pintora-porfirio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana Pimentel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-9_Sk2if6JX4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAACs4/HhUwZ-Ig9dk/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8448719500658763468.post-1352385314759215184</id><published>2010-01-12T16:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T16:47:22.233-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: white; font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #444444; font-size: large;"&gt;Estas Pinturas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Olho pela primeira vez quadros de Ana Pimentel, estes quadros; nunca os vi, já os vi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Nunca, por maior razão, já que bom número deles acabaram de ser feitos e agora se propõem à aventura de comunicar, preenchendo um espaço, já porque é assim o olhar, é assim a percepção, re-conhece sempre o que acaba de ver e, tratando-se de pinturas, objectos de longo curso na nossa cultura e hábitos, mais o reconhecimento se acentua, sabemos sempre de onde vem, desconhecemos, geralmente, para onde vai entre a função simbólica a que aspira nos melhores casos, ou à prática decorativa que é, na maior parte dos casos, a sua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Depois de olhar estes trabalhos, poder-se-ia falar de outros pintores, poder-se-ia também falar, especulando, sobre as Escolas que “fazem” artistas, suas práticas, modos e resultados; porém, mais produtivo, mais imediato, mais certo com a função deste texto, será interrogar estas pinturas no seu aparecer e nos seus elementos constitutivos, ora formais, ora físicos, ora poéticos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;O QUADRO - O quadro é um limite físico e uma forma, rectangular ou quadrada que se impõe numa composição, tanto mais quanto esta tende a repetir no seu espaço o quadro, o quadrado dentro do quadro. Se os limites se impõem com tal força não vale a pena iludi-lo, repetem--se, afirmam-se, essa, a raiz de muita pintura que se transforma na cons-ciência e na prática de um objecto, este objecto, o quadro, quero dizer um limite, o seu limite físico, que a pintura combate ou, como vemos aqui, acentua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;O CÍRCULO - Signo de totalidade ele é a forma oposta à ortogonalidade do quadro quadrado. Nesta pintura ele surge, surge continuamente, modes-tamente, anedoticamente até, um pormenor que quase sempre pode ser lido enquanto figura: a roda de um carro, por exemplo, a marca repetí- vel, serial, ou ainda afirmação do centro ou dos bordos da composição. No centro torna-se expressamente num alvo, em diálogo com o labiríntico limite do quadro: “Tiro ao alvo”. Na aplicação figurativa pode tornar-se numa espécie de olho voraz e vertiginoso, pulsante, que por momentos parece destruir organização de pesos e medidas que é cada um destes trabalhos: “Estou louco por ti”. Há caso a caso, círculo a círculo, um principio ilimitado, domesticado embora, que se contrapõe ao império dos limites e do equilíbrio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;“ALEA” - Falemos do acaso, do scrible ou da garatuja, do escorrido e do pingado, do que se desaprende num risco que deixou de desenhar, esse é um território, melhor, um traçado de pequenas convulsões, muitas vezes a partir dos círculos, que tende a fazer vibrar estes trabalhos, que desmancham, empancam, fazem escorregar o olhar, como outros tantos sinais de uma liberdade possível e desejável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;COISAS - Coisas/coisas subentendidas na designação “técnica mista”, coisas que nos ajudariam a definir estes trabalhos como colagens, vendo, por exemplo, os cordéis que são muitas das suas linhas, sentindo a presença do desenho ou da grafite em tantos outros lugares; mas coisas que são, deliberadamente, formas, sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;LETRAS E PALAVRAS - No contraponto entre a letra capital pintada e a cursiva a lápis, entre a afirmação no espaço e o comentário e (ou) o título, entre o ilustrativo e o irónico, assim esta pintura se mostra, de/monstrando-se. Tudo se pode fazer em pintura, tudo se pode dizer também, Ana Pimentel tem a cada passo da sua prática como pintora, a plena consciência dessa situação; entre o “estilo e o grito”, entre o limite e a possível vertigem, os seus trabalhos são, caso a caso, a ilustração de uma fronteira, de um contraste, dir-se-ia até do desejo e do pudor. Assim esta pintura se vai lendo como uma contínua auto aprendizagem, entre perigos da satisfação que a acomoda e o pulsar expressivo que a percorre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;José Luís Porfírio&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;Director do Museu Nacional de Arte Antiga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;Lisboa 2001&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8448719500658763468-1352385314759215184?l=anapimentel-pintora-porfirio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8448719500658763468/posts/default/1352385314759215184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8448719500658763468/posts/default/1352385314759215184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anapimentel-pintora-porfirio.blogspot.com/2010/01/estas-pinturas-olho-pela-primeira-vez.html' title=''/><author><name>Ana Pimentel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-9_Sk2if6JX4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAACs4/HhUwZ-Ig9dk/s512-c/photo.jpg'/></author></entry></feed>
